O tempo não é divisível como a maioria o define, há apenas o passado, que é aquilo que permanece na memória do protagonista, o passado é criado num espaço em branco, na mesma medida em que o tempo corre; não há meio, ou intermédio a ser considerado como presente; o presente somente seria possível se o tempo fosse estático, mas o tempo é corrente; há uma contínua e constante criação de passado, o passado é infinito. O futuro não existe, mas a sua não existência não é na mesma intensidade que o presente, que de fato não há, o presente não existe uma vez que o tempo é ininterrupto. Mas o futuro pode ser planejado, imaginado, ainda que não profetizado, não há maneiras de descrevê-lo detalhadamente como irá ocorrer, mas o amanhã existirá, ele passará a existir como passado, a sua existência dependerá da vontade de um ou de outrem, será o resultado da combinação de consequências, na medida em que for criado.
O tempo é infinito ao passado, devido a sua constante criação, na mesma intensidade e proporção que para o futuro, mesmo o futuro não existindo. Não existe início, o que existe é o nada, o tempo não foi criado, ele sempre se fez presente, sempre existiu.